São dois grupos terapêuticos, conduzidos por mim do primeiro ao último encontro: um com foco em emagrecimento; o outro com foco em compulsão alimentar. Nos dois, você encontra mulheres com vivências semelhantes e um objetivo em comum.
A candidatura não é uma matrícula. Toda participante passa antes por uma avaliação individual comigo.
de experiência clínica
Se alguma dessas frases parece ter saído da sua cabeça, você está no lugar certo.
Não é a comida em si. É o arrependimento que vem depois, a promessa de que amanhã vai ser diferente, a culpa de ter falhado de novo comigo mesma. Eu carrego o peso dos meus erros há muitos anos.
Já ouvi isso do marido, da minha mãe, de gente que nunca esteve no meu lugar. Já ouvi que é falta de força de vontade, de vergonha na cara. E o pior é que uma parte de mim acredita.
Começo com um pedaço, e sem perceber o pacote está vazio. Depois de tantos anos, já não confio que posso ter certas comidas dentro de casa. Eu sei que não tenho controle.
… e na quarta fracasso. É uma luta desgastante que não termina e a exaustão de saber que vou viver neste ciclo infinito pesa mais do que aquele número na balança.
Depois de um dia difícil, é ela que me acolhe. Sinto um alívio imediato, mas dura pouco e o arrependimento me acompanha pelo resto do dia. Mesmo sabendo disso, na próxima noite eu sei que farei de novo.
Cada tentativa fracassada virou uma certeza sobre mim: sou fraca, sou assim desde criança, não adianta nem tentar porque a qualquer hora vou estragar tudo. Passei a vida esperando a motivação para mudar, e ela nunca veio.
Coisas que só acontecem quando várias mulheres com vivências semelhantes trabalham juntas
Outra mulher descreve, em voz alta, exatamente o que você achava que era defeito seu. Esse alívio costuma ser o primeiro, e ele desmonta boa parte da vergonha que você carrega há anos.
Ela conta o que fez, o que deu certo e o que não deu. Você aprende com o caminho dela sem precisar ser a primeira a arriscar — e chega na sua vez sabendo mais do que sabia.
Os pensamentos sabotadores se repetem de uma mulher para outra. Somando diferentes visões, o grupo enxerga com mais clareza e encontra mais alternativas e soluções do que uma pessoa sozinha.
Quando uma mulher do grupo avança em uma dificuldade que você também enfrenta, a mudança deixa de ser uma promessa e passa a ser uma possibilidade real para você.
Você é reservada e não gosta de se expor: evita foto, evita convite. No grupo você treina isso — liga a câmera, fala quando se sentir pronta, aparece um pouco mais a cada semana. E lá fora vai ficando menos difícil.
Recusar o prato que insistem em te servir. Pedir que certas comidas não entrem em casa. Pôr limite em quem comenta o seu corpo. Isso se pratica no grupo e aparece na mesa de domingo.
Os dois grupos têm a mesma condução e o mesmo método. O que muda é o foco clínico e a duração: doze encontros no primeiro, vinte no segundo.
12 encontros semanais · cerca de 5 meses
Para mulheres presas no ciclo de dieta, recaída e recomeço, que descontam na comida o que o dia trouxe e vivem em guerra com o próprio corpo.
O foco não é uma promessa de número na balança, e sim ampliar a sua autonomia e construir outra relação com escolhas, emoções e corpo.
20 encontros semanais · cerca de 6 meses
Para mulheres que perdem o controle sobre o comer, escondem o quanto comeram de quem mora junto e carregam culpa e segredo em volta disso.
A indicação depende de avaliação. Alguns quadros pedem atendimento individual ou cuidado multidisciplinar — a segurança clínica vem antes da formação da turma.
conforme o grupo
por encontro
de onde você estiver
mais vínculo e segurança
conforme o grupo
por encontro
de onde você estiver
mais vínculo e segurança
Uma combinação entre as técnicas da TCC e os processos terapêuticos que só a convivência em grupo produz.
Entre a sua candidatura e o primeiro encontro existem quatro passos, e todos servem à mesma coisa: formar uma turma coesa em que as mulheres se reconhecem umas nas outras.
Preenche o formulário contando um pouco do seu momento e qual dos dois grupos parece descrever melhor o que você vive. Leva uns três minutos.
Uma sessão individual comigo, antes de qualquer decisão. É quando eu entendo o seu caso e defino, por critério técnico, se o grupo terapêutico é o caminho certo para você e em qual dos dois você se encaixa melhor.
É quando eu explico como o grupo funciona: sigilo, política de faltas, como é a participação em cada encontro. Você chega ao primeiro dia com tudo combinado.
A turma é fechada: as mesmas mulheres do primeiro ao último encontro, uma vez por semana, 90 minutos, ao vivo. Entre um encontro e o outro, você tem material de apoio e exercícios.
Se você chegou até aqui, é provável que pelo menos uma dessas frases já tenha passado pela sua cabeça.
Conduzir um grupo terapêutico exige formação técnica específica, que no meu caso se soma a anos de experiência nestes tipos de grupos dentro de empresas. A abordagem é própria e amplamente amparada por pesquisas científicas, e todos os recursos que só existem num grupo são trabalhados em favor de cada participante. Um deles é o compartilhamento dos custos. O gasto menor é uma vantagem colateral, e muito bem-vinda.
Saber o que fazer e conseguir fazer são duas coisas diferentes, e o que fica no meio tem nome: habilidades para o dia a dia: o que fazer quando o cansaço chega, quando alguém insiste com o prato, quando o dia deu errado. Habilidade se aprende e se treina, e depois de treinada funciona também nos dias em que você não está com vontade nenhuma. Você não precisa estar com vontade toda semana. Precisa aparecer.
Terapia é um nome grande e abriga trabalhos bem diferentes entre si. O trabalho aqui é estruturado: tema definido em cada encontro, foco no comportamento alimentar e prática entre uma semana e outra. É bem possível que você nunca tenha feito exatamente isso.
Costuma acontecer o contrário. Sempre há alguém que se dispõe a falar primeiro — e ver essa pessoa contar o que dói, sem ser julgada, é o que destrava as demais. Ninguém é obrigada a falar antes de se sentir pronta, e nas primeiras semanas quase todas falam pouco.
Terapia é um nome grande e abriga trabalhos bem diferentes entre si. O trabalho aqui é estruturado: tema definido em cada encontro, foco no comportamento alimentar e prática entre uma semana e outra. É bem possível que você nunca tenha feito exatamente isso. E às vezes a psicoterapia precisa caminhar junto com uma equipe multidisciplinar, o que não é fracasso, é a indicação certa.
A composição de um grupo é decisão técnica, não questão de quem se inscreveu e tem horário livre. Grupos que funcionam reúnem pessoas com demandas parecidas. Por isso existe entrevista antes: uma participante no grupo errado prejudica o próprio tratamento e o das outras.
É para isso que existe a avaliação individual antes da entrada. Se eu concluir que o grupo não é o melhor caminho para você agora, eu vou te dizer isso com clareza e indicar o que faz sentido — mesmo que não seja comigo.
Há mais de vinte anos eu atendo mulheres que convivem com obesidade, transtornos alimentares e sofrimento com o próprio corpo. Já ouvi milhares de vezes a frase “achei que era só eu” — e é justamente por isso que eu resolvi montar estes grupos.
O meu trabalho é baseado em Terapia Cognitivo-Comportamental. Na prática, isso quer dizer que a gente não fica só entendendo por que você faz o que faz: você sai de cada encontro com algo concreto para testar na sua semana.
Eu conduzo os dois grupos pessoalmente, do começo ao fim, e faço a avaliação individual de cada participante. Você não vai ser atendida por uma equipe nem por alguém que eu treinei.
Há mais de vinte anos eu atendo mulheres que convivem com obesidade, transtornos alimentares e sofrimento com o próprio corpo. Já ouvi milhares de vezes a frase “achei que era só eu” — e é justamente por isso que eu resolvi montar estes grupos.
O meu trabalho é baseado em Terapia Cognitivo-Comportamental. Na prática, isso quer dizer que a gente não fica só entendendo por que você faz o que faz: você sai de cada encontro com algo concreto para testar na sua semana.
Eu conduzo os dois grupos pessoalmente, do começo ao fim, e faço a avaliação individual de cada participante. Você não vai ser atendida por uma equipe nem por alguém que eu treinei.
A pesquisa em Terapia Cognitivo-Comportamental em grupo vem desde os anos 1970 e mostra resultados consistentes para várias demandas — inclusive compulsão alimentar, bulimia e obesidade. Para algumas questões o grupo chega a ser o formato mais indicado, porque oferece o que a terapia individual não tem. São formatos com forças diferentes, e um não exclui o outro.
Você compartilha o que quiser, no ritmo que quiser. Ninguém é obrigada a falar, e ninguém precisa dizer quanto pesa, que número de roupa usa ou contar o histórico para participar. O que se constrói no grupo é confiança — e confiança não se produz por obrigação.
Timidez não é impedimento. Nas primeiras semanas quase todas falam pouco, e isso é esperado. A minha função é abrir espaço para quem fala menos e conter quem ocuparia a sessão inteira, para que funcione para todas.
Não. Se motivação fosse o requisito, quase ninguém começaria — e é justamente esperar pela vontade que faz o recomeço adiar para sempre. O que o grupo pede é presença: aparecer toda semana, inclusive nos dias em que você não quer. A estrutura e as outras participantes seguram o resto.
Pode, e isso não é julgado aqui. A decisão sobre medicação é sua e do seu médico, e não invalida nada do que você está fazendo. O trabalho no grupo é sobre o comportamento e a relação com a comida — que continua existindo com ou sem medicação, e que é justamente o que costuma decidir o que acontece depois que ela é suspensa.
Fica. O sigilo é uma regra combinada e assumida por todas antes do primeiro encontro, e é condição para permanecer no grupo. Como psicóloga, eu estou vinculada ao sigilo profissional previsto no Código de Ética.
Pode acontecer, geralmente por volta da quarta ou quinta semana, e não é sinal de que não está funcionando. É uma fase conhecida do processo grupal. Eu preparo a turma para isso antes, para que ninguém desista às vésperas da parte que mais rende.
Pode, e em muitos casos os dois se complementam bem. A gente conversa sobre isso na avaliação, e, se você preferir, eu me coloco à disposição para alinhar com a profissional que já te acompanha.
Não. A psicoterapia trabalha os aspectos emocionais, cognitivos e comportamentais. Conforme o caso, o cuidado pode precisar ser integrado ao acompanhamento médico, nutricional ou psiquiátrico.
Você indica no formulário qual descreve melhor o seu momento, mas a definição acontece na avaliação individual. É comum haver sobreposição entre os dois quadros, e essa escolha é uma decisão clínica que fazemos juntas.
Porque a composição de um grupo é decisão técnica. Grupos que funcionam reúnem pessoas com demandas parecidas — é isso que faz você se reconhecer nas outras. Uma participante no grupo errado prejudica o próprio processo e o das demais.
A turma é fechada e o conteúdo é sequencial, então a presença regular importa. Faltas acontecem, e nesses casos eu envio o material e retomamos os pontos essenciais. Ainda assim, participar exige compromisso real com todas as semanas do grupo — a política de faltas fica combinada antes de você entrar.
Sim, durante os encontros. O trabalho em grupo depende de ver e ser vista: boa parte do que acontece ali passa por expressão, reação e presença. Isso é combinado antes de você entrar.
Os encontros são ao vivo, por videochamada. É o que permite reunir mulheres de cidades diferentes com o mesmo perfil de demanda. O atendimento psicológico online é regulamentado no Brasil e é a modalidade em que eu já atendo.
O investimento e as formas de pagamento são apresentados na avaliação individual, junto com a proposta completa de trabalho. Assim você decide com o quadro inteiro à vista, e não a partir de um número solto.
Não. É uma candidatura a uma vaga. O próximo passo é a avaliação individual, e só depois dela existe uma decisão de entrar ou não — sua e minha.
Preencha a candidatura e eu entro em contato para agendarmos a sua avaliação individual. Não se preocupe com o horário — eu mesma respondo, assim que puder.
Leva cerca de 3 minutos. Suas respostas são confidenciais e vistas apenas por mim.